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Série Quintas do Carmo recebe palestra de Gabriel Chalita sobre ética e IA
17/06/2026 - Assessoria de Imprensa
Imagem Carrossel

Foto: Rodrigo Moreira/PGE-RJ

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A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro promoveu, no Centro Cultural PGE-RJ, nova edição da Série Quintas do Carmo. Organizado pelo Centro de Estudos Jurídicos (CEJUR), o evento teve como convidado o advogado, filósofo, educador e escritor Gabriel Chalita, que ministrou a palestra “A Ética e a Singularidade Humana em Tempos de IA”.

"Teremos a oportunidade de receber um dos principais pensadores do Brasil, nos dias de hoje, sobre temas de ponta, como é o caso da Inteligência Artificial, que será abordada aqui no evento", anunciou, na abertura, o Procurador-Chefe do CEJUR, Anderson Schreiber, que também foi responsável pela coordenação científica do encontro.

Em seguida, o Procurador-Geral do Estado, Bruno Dubeux, ressaltou a importância do tema, que é um dos principais desafios da atualidade. "O título da palestra, que une ética e Inteligência Artificial, já diz tudo: são dois temas superimportantes, já que uma crise ética assola nosso país e é muito impactante, e, por outro lado, temos a pujança da IA, que está no nosso dia a dia, na nossa atividade profissional", pontuou.

Na palestra, Gabriel Chalita lembrou que a Inteligência Artificial, a cada dia, traz uma novidade, influenciando o cotidiano de toda a sociedade. Com citações a filósofos clássicos como Aristóteles, Sócrates e Platão, e escritores como Clarice Lispector e Adélia Prado, entre outros, Chalita observou que a IA é uma ferramenta que pode dar o texto, o projeto arquitetônico, ajudar na inclusão de pessoas e nas pesquisas científicas, mas que "precisa ser compreendida como artificial".

"A inteligência artificial é uma maravilha. De tudo que tenho estudado de IA, de tudo que ela tem ajudado na inclusão de pessoas com deficiência, em compreensão de uma saúde que seja mais integradora, em cura de doenças, em pesquisas impressionantes, não dá, então, para dizer que ela é uma coisa ruim. Agora, precisa ser compreendida como artificial. Primeiro porque a palavra inteligência já não é muito boa junto com artificial. Inteligência vem de 'intelligentia', do Latim, de saber escolher, de escolher entre uma coisa e outra", destacou Gabriel Chalita.

"A Inteligência Artificial faz coisas que jamais o ser humano conseguirá. A quantidade de informação que consegue deter, de dados que ela processa ao mesmo tempo, a quantidade de elementos que ela consegue desenvolver para auxiliar o ser humano é impressionante. Então, qual é o problema dela? O problema não é dela, é nosso, quando a gente acha que a IA pode suprir algo que é essencial ao ser humano, que é o sentido. O problema é achar que a IA pode superar o que é inerente aos seres humanos, que é o sentir, é a travessia até aquele ponto", acrescentou.