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Escultura homenageia Octávio Tarquínio e Lucia Miguel Pereira no Centro Cultural da PGE
04/03/2026 - Assessoria de Comunicação/PGE-RJ
Imagem Carrossel

Paulo Vitor/PGE-RJ

Corpo

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE/RJ) inaugurou, no hall de entrada do Centro Cultural da PGE/RJ (antigo Convento do Carmo), a escultura que reproduz uma fotografia emblemática do casal de intelectuais Octávio Tarquínio de Sousa e Lucia Miguel Pereira, que dá nome a uma das bibliotecas da instituição. O acervo foi doado à PGE/RJ, em 2010, pelo neto do casal, Antônio Gabriel de Paula Fonseca Jr.

​A cerimônia de descerramento reuniu membros da PGE/RJ, amigos e familiares do neto do casal. Estiveram presentes o Subprocurador-Geral Rogério Guimarães; o Procurador-Chefe do Centro de Estudos (CEJUR/PGE) Carlos Edison do Rêgo Monteiro Filho; o Procurador-Assistente do CEJUR/PGE Rodrigo Távora; o Secretário de Gestão da PGE/RJ Hugo Maurell; o ex-Procurador-Geral do Estado Letácio de Medeiros Jansen Ferreira Junior; a Curadora do Centro Cultural da PGE/RJ Cecília Fortes, além de Vera Condé, viúva de Gabriel Fonseca, e os filhos Cecília Fonseca, Otávio Fonseca e Lúcia Fonseca.

Em sua fala, o Procurador-Chefe do CEJUR/PGE destacou o significado da homenagem:

“O convento, com esta escultura muito bonita, tem na nossa biblioteca a estrela, a cereja do bolo, pois ela carrega essa força — especialmente no momento em que precisamos tanto, na sociedade, desses momentos de reflexão, de introspecção, de leitura, de cultura”.

Letácio ressaltou que a inauguração representa a terceira etapa de uma trajetória construída ao lado da família de Gabriel e que a escultura concretiza um desejo manifestado por ele ainda em vida:

“Esta é a terceira fase de uma história na qual eu tive a honra de participar junto com os queridos amigos da família do Gabriel e da Vera. A inauguração desta estátua é a concretização final do desejo do Gabriel. Ele manifestou, ainda em vida, o interesse de conseguir colocar no Convento do Carmo uma escultura dos seus avós. Essa conversa avançou quando pedi a ajuda inestimável de Lúcia Lea Tavares. Depois falamos com o Carlos Edison e conseguimos que essa realidade, afinal, se concretizasse. Apenas quero dizer que sou testemunha de que aqui estamos cumprindo a última vontade do Gabriel”.

Biblioteca consolidada como espaço de pesquisa e de acesso à cultura para a sociedade

A obra, assinada pelo artista plástico Edgar Duvivier, homenageia duas referências centrais da historiografia e da crítica literária brasileiras. A Biblioteca Octávio Tarquínio de Sousa e Lucia Miguel Pereira permanece como espaço vivo de pesquisa e consulta, frequentado por pesquisadores, historiadores, jornalistas, estudantes, professores e demais interessados na história, na literatura e no pensamento jurídico e cultural brasileiro.

Após o falecimento do casal, em 1959, Gabriel Fonseca assumiu a preservação de cerca de oito mil volumes que compunham a biblioteca particular dos avós, mantendo o acervo organizado por mais de cinco décadas no imóvel da família, no Parque Guinle, até sua incorporação definitiva à PGE/RJ em 2010.

A instalação da escultura reafirma o compromisso da instituição com a preservação da memória, a valorização da cultura e a difusão do conhecimento, consolidando o Centro Cultural como espaço de reflexão e de encontro entre o Direito e a produção intelectual brasileira.​